Há um ano que fugi na minha melhor sweet escape.
Hoje é o teu dia de anos e ainda não sei se te hei de dar ou não os parabéns. Afinal de contas eu morri para ti, não foi? É que nem um adeus me disseste, nada. A última coisa tua com que eu fiquei foi aquela mensagem rápida cheia de desprezo. Nem um beijo de despedida.
Sabes, vou-me embora. Preciso de clarificar as ideias, desanuviar a cabeça, apanhar ar, sei lá, sair daqui por uns tempos. Não esperes por uma mensagem nem por um telefonema meu. Não me tomes por garantida. Dependendo da minha disposição logo vejo se mereces um feliz aniversário vindo de mim. Até lá, fica bem.
"Gostas muito de mim que eu sei"

Na verdade, só gosto dos teus olhos azuis, mais nada.
Hoje foi frappuccino de caramelo na Starbucks, crepes em casa da Martchica com muitas gargalhadas à mistura e no final da tarde cinco km a correr e outros cinco a andar à beira mar. Adoro Cascais. A minha vida devia basear-se a isto. Acho que não preciso de muito mais para me sentir feliz, realizada, leve e em paz com o meu eu interior.
"Não vai acontecer nada"

E tantas vezes que ela repetiu a mesma coisa. Gostava de ter acreditado pelo menos uma vez. "Não vai acontecer nada". Poupava-me noites sem dormir e dias abalados pelo medo, o medo de algo indesejado.

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