Estás lá dentro. A música chega aos teus ouvidos quase a perfurar-te os tímpanos e, quando dás por ti, já estás a mover-te ao som da batida. O espaço vai enchendo, enchendo, mas tu nem te dás conta. Porque a noite é nossa e só nós importamos. Por isso dançamos, dançamos até os nossos pés doerem e, quando pensamos que já não aguentamos mais, estamos lá novamente no meio da pista, debaixo das luzes, com os braços bem em cima, as gargantas já desafinadas e as ancas a moverem-se. Porque a noite é nossa. A noite é nossa.