Hoje destruí um coelhinho de chocolate que com tanto carinho guardava no meu armário desde a Páscoa. Eu bem tentei resistir – mesmo assim muito já resisti eu! – mas não consegui mais, foi desta. Ainda por cima era daqueles coelhos da Hussel, todos bonitinhos, com enfeites aqui e ali. Todos os dias, assim que abria o armário – porque no que toca a doces, tem de estar tudo muito bem escondidinho, senão vão desta para melhor – lá estava ele, a olhar para mim com aqueles olhos, quase como se dissesse “É hoje, é hoje que me vais dar uma trinca?” E eu acalmava-o e dizia-lhe “Tem calma amigo, ainda não chegou a tua vez”. O pior é que os outros tantos chocolates que estavam lá ao pé do coelho desapareciam á velocidade da luz. Um quadrado, dois quadrados... Lá se acabaram as tabletes de reserva. De manhã abri o armário – e acho que o coelho já pressentia que algo de mau ia acontecer – mas voltei a fechá-lo logo de seguida. Ao final da tarde dei outra espreitadela, ainda numa de "vai ou não vai?" Mas não resisti mais. Peguei no coelho e desfiz o laço que o embrulhava. Observei-o atentamente e, sem pensar em mais nada, arranquei aquilo que estava mais à mão. ‘Tadinho do coelho, até me meteu pena vê-lo sem orelhas. Que sacana que eu sou.
Concerto Jack Johnson
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Uma acção individual, multiplicada por milhões, gera uma mudança global - All At Once.

A minha Mané de sempre
Ainda há tempos estava a falar nela. “Por onde anda a minha Mané?”. Mal sabia eu que, dois ou três dias mais tarde a encontraria. Reconhecia-a de costas, estava a fumar. Já era habitual. “Esperem aqui um bocadinho que eu já venho” disse, e fui ter com ela, a correr. Apareci-lhe por trás e soltei um animado olá. Assim que ela me viu abraçou-me. Daqueles abraços cheios de força e saudade. Deu-me muitos beijinhos e voltou a abraçar-me. Já não a vi há talvez dois anos. Porém, ela continuava igual: o mesmo cabelo castanho – louro encaracolado, a mesma figura, magra como sempre, a mesma boa-disposição. Afinal, nada tinha mudado. Era a minha Mané de sempre. “Oh miúda estás tão gira!”. Abracei-a. “Estou tão contente por te ver Mané!”. E nos cinco minutos que estivemos juntas, pusemos a conversa em dia assim à pressa e combinámos uma saída “um dia destes”. “E já sabes, quando chegar a próxima aventura eu aviso-te e vens comigo” disse-me “Talvez Madrid ou assim”. Sorri e quase que apostava que os meus olhos estavam a brilhar. Aventuras, era isso. E boa-disposição. Porque foi com ela que eu passei algumas das melhores férias da minha vida. Abracei-a. “Gostei tanto de te ver, Mané” “E eu a ti Cat, e eu a ti”.
“O destino une e separa pessoas. Mas nenhuma força é tão grande para fazer esquecer pessoas que, por algum motivo, um dia nos fizeram feliz”
“O destino une e separa pessoas. Mas nenhuma força é tão grande para fazer esquecer pessoas que, por algum motivo, um dia nos fizeram feliz”
Despedidas e Férias
15 de Setembro, primeiro dia de aulas, naquela pequena sala onde a confusão assumia o papel principal. A sala estava cheia, cheia de caras novas que nunca tinha visto na vida. Dos 29 que lá estavam conhecia cerca de três ou quatro. Todos pareciam dar-se bem, mandavam bocas e diziam algumas piadas. Eu era a intrusa, eu e mais uns quantos que vinham de escolas diferentes. Nunca é fácil mudar de escola, eu sei.
Segunda-feira, 15 de Junho, exactamente após 8 meses desde o começo das aulas. Ali estava eu, naquela sala, a mesma do início. Olhei para trás e as cadeiras estavam vazias, já não havia agitação e as caras já não me pareciam assim tão novas quanto isso. De 29 restavam 15. Fechei os olhos e pensei em todos os momentos por que passei ao longo do ano, com aquelas pessoas que ajudaram na construção do meu 'eu'. Nem houve tempo para as despedidas, mas custou-me, custa sempre. Se eu não me agarrasse tanto às pessoas, talvez isto me passasse em branco, mas comigo não dá. Vivo muito a pensar no passado e talvez seja este meu modo de viver que me faz ter tanto medo do futuro. Mas a vida é mesmo assim, uns ficam e outros vão.
Agora, não vou pensar em mais nada, a não ser no Verão, no mar, na praia, nos gelados, nas férias que eu tanto mereço. Que venham elas, porque para o ano há mais caras novas para conhecer (e ainda não sei se isto é bom ou mau).
Segunda-feira, 15 de Junho, exactamente após 8 meses desde o começo das aulas. Ali estava eu, naquela sala, a mesma do início. Olhei para trás e as cadeiras estavam vazias, já não havia agitação e as caras já não me pareciam assim tão novas quanto isso. De 29 restavam 15. Fechei os olhos e pensei em todos os momentos por que passei ao longo do ano, com aquelas pessoas que ajudaram na construção do meu 'eu'. Nem houve tempo para as despedidas, mas custou-me, custa sempre. Se eu não me agarrasse tanto às pessoas, talvez isto me passasse em branco, mas comigo não dá. Vivo muito a pensar no passado e talvez seja este meu modo de viver que me faz ter tanto medo do futuro. Mas a vida é mesmo assim, uns ficam e outros vão.
Agora, não vou pensar em mais nada, a não ser no Verão, no mar, na praia, nos gelados, nas férias que eu tanto mereço. Que venham elas, porque para o ano há mais caras novas para conhecer (e ainda não sei se isto é bom ou mau).

As pessoas não se querem morenas coisa nenhuma
Estou na fase da contradição, desculpem. Já não quero ser morena, já não. Depois do dia de hoje quero continuar branquinha, com uma cor saudável (tipo o english look que a A. tanto gosta). Estou aqui sentada e mal me aguento. Tenho o rabo dorido, as pernas a arderem-me e os pés a escaldarem. E vocês perguntam-se: os pés? Quem é que apanha escaldões nos pés? Bem, eu que julgava pouco provável apanhar um escaldão nos pés, mudei hoje mesmo de opinião. De um dia para o outro, passei de lagartixa a lagosta. E eu, que queria tanto um tom de pele moreninho (não vermelhinho. Tou pra ver como é que vou conseguir dormir esta noite). E pus protecção, juro que pus. Protegi as minhas sardas com factor 50 e fui renovando a aplicação do protector ao longo do dia. Mas mesmo assim... Pareço uma adepta ferrenha do Benfica, que horror. É desta, nunca mais vou poder ir para a praia. É desta, vou ficar fechada em casa até aos fins dos meus dias. É desta, nunca mais vou poder apanhar sol com risco de apanhar cancro da pele. É o meu fim.
Vou só besuntar-me de after-sun, venho já.
As pessoas querem-se morenas e eu cá quero ficar com um tom de pele meio dourado, meio avelã, meio tostado. Quero ficar morena, quero ter uma cor de fazer inveja (porque farte de sentir inveja da cor dos outros estou eu). Está decidido, este Verão vou tornar-me numa lagartixa e vou passar horas a esturricar ao sol (sempre com protecção, pois claro). Até comecei mais cedo este ano (hoje na praia estava-se tãao bem). Vão ver, em Setembro nem me irão reconhecer de tão morena que irei estar. Vai ser este Verão, prometo.
(O pior é que todos os Verões digo a mesma coisa, que vou passar mais horas na toalha do que no mar, que vou ficar morena, que vou ter uma pele com uma corzinha disto e daquilo. É sempre a mesma promessa. Quem ler isto até pensa "Esta aqui fala fala, mas continua branca como sempre". Até enerva, irra).
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